Ford Sollers, fábrica localizada próxima a São Petersburgo, que produz o Focus e Mondeo, de acordo com um relatório de vários meios de comunicação russos, pode parar, estima-se, por até dois meses, pelas frágeis condições econômicas do país e pela questão geopolítica que envolve a separação da Criméia da Ucrânia.
O problema é que as vendas de carros caíram e a preferência do mercado é por modelos SUVs, veículos que representam mais de 30% do total das vendas. Mesmo assim, Ford e Ford Sollers tem planos para triplicar a capacidade de produção naquele país para cerca de 350 mil unidades, nos próximos anos.
O enfraquecimento contínuo do rublo coloca uma pressão adicional sobre o negócio Ford Sollers e, além disso, a crise na Ucrânia criou turbulência nos mercados globais, especialmente na Rússia, e piorou o ambiente de economia com queda nas vendas da indústria automobilística local.
O Índice de câmbio de Moscou caiu mais de 17 por cento desde o início do conflito. O valor da moeda russa, o rublo, desvalorizou cerca de 10 por cento no primeiro bimestre de 2014, o que fez com que o banco central do país elevasse as taxas de juros. Segundo analistas, o crescimento do PIB deverá ser mínimo neste ano.
Ford, General Motors Co., BMW AG, Hyundai Motor Co., Mazda Motor Corp, Mitsubishi Group, PSA Peugeot Citroen, Renault-Nissan Alliance, Toyota Motor Corp e o Grupo Volkswagen investiram pesado na Rússia. Combinadas, as montadoras vão aplicar cerca de US $ 10 bilhões em infra-estrutura nova nos próximos anos, até 2020.
As vendas de automóveis, na Rússia, atingiram 2,78 milhões de unidades no ano passado, um pouco menos em relação a 2012, quando o mercado absorveu 2,93 milhões de veículos. Pelos cálculos, é improvável que neste ano supere a Alemanha, líder do ranking europeu.
A previsão de longo prazo da PricewaterhouseCoopers, publicada em 2013, sugeriu que as vendas de automóveis russos poderiam crescer para 3,5 milhões, e outras estimativas prevêem um resultado eventual mais próximo a 4 milhões de unidades para 2014.